BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, Mulher, de 36 a 45 anos
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Arabella Bella



Os sono, os sonhos...

A noite passou. Os sonhos embalaram a alma de Arabella, que se libertou por alguns momentos. Era no sonho que se soltava e voava. Sabia que seu espírito era livre, embora, desejasse prender-se a alguém. Queria mesmo? Não tinha tanta certeza. Achava que queria mais tranqüilidade para seu ser do que qualquer outro bem. Só isso.

Arabella era incansavelmente inquieta e isso machucava seu ser e derrotava seu corpo. Pensava sempre e tanto que a mente pedia descanso para sua alma. Arabella sonhava. Nos devaneios do seu subconsciente, ela encontrou paz e descansou seu espírito. Arabella acreditava que o sono era uma válvula de escape para o mundo atordoado e acorrentado dos seres humanos. Já lera bastante sobre o assunto, assistira palestras e ouvira falar desses momentos reconfortantes para seu bem estar.

A vida de Arabella era cíclica. “A vida de todo mundo deve ser assim”, pensava a bella. “Afinal, de perto ninguém é mesmo normal”, completava.

Arabella sabia que o sofrimento não era exclusividade dela. Bastava abrir os jornais, as revistas, olhar em volta, conversar com suas amigas... Talvez por isso, ela não desse muita atenção para seus pequenos grandes dramas amorosos e pessoais. Sabia apenas que sempre fora dessa forma e que deveria aprender – já era mais do que a hora – a conviver com os encantos e desencantos da vida.

Decidira, então, deixar em paz seu coração. Achava mesmo que era possível viver numa ilha deserta de amor. Tantos homens, tantos sonhos, tantas vontades. E agora, José? Agora, agora era não achar nada. Deixar de lado essa onda de opiniões formadas sobre tudo e deixar rolar. Lembrara-se de quando sonhou com um ilustre desconhecido. Era uma história bonita, um encontro, algumas palavras trocadas, olhares roubados e a paixão dele por ela. Ela, como sempre, ficou na dela, não quis papo – até no sonho, Arabella era reticente -, não se entregava.

Mas, o ilustre desconhecido insistira, a cortejara e fizera juras... Ela, dessa vez, no sonho, aos poucos fora cedendo aos encantos dele... O rapaz, muito educado, armara uma surpresa para Arabella, envolvera os filhos, a mãe, a família... A fizera acreditar que agora era ela quem estava sendo dura demais com os sentimentos e não aceitava a realidade: que finalmente poderia ser feliz com alguém.

No sonho – era sonho, lembra-se? – Arabella cedeu. Lembrava-se de uma cena de seus devaneios inconscientes em que fitava o moço com seu olhar terno e começava a acreditar na sinceridade de seus sentimentos. O tempo passou, a noite de seus sonhos, seu sono, avançava e o subconsciente tinha que resolver logo aquela parada. Arrumar um desfecho para a história e...  Assim o fez.

Numa festa, Arabella diverte-se com a música, os amigos e ele, seu mais novo amor, seu insistentemente agrasdável amado. Estava feliz e confiante. Mas, claro, o sonho era della: Arabella.E o desfecho era sob encomenda para quem sempre se atordoa de amor e da carência dele.

Sentiu falta de seu amor, na festa, nos embalos, naquele momento. Foi atrás, perguntou por ele aos amigos, soube que tinha ido até o bar. Ela fora atrás dele. Descera as escadas que davam acesso ao local das bebidas. A música estava alta, muita gente, nuvem de fumaça, torpor. Foi quando o viu, o carinhoso, o insistente, o seu amorzinho... Nos braços da amiga, de uma amiga... Beijava-a. “Não! Não pode ser!”, pensara a bella. Revoltara-se, lamentara-se.

Ficara quieta, na curva da escada. À espreita, esperando que ele voltasse, se desenlaçasse dos braços da outra. Ele voltou. Deixou a amiga com um beijo terno na boca e um afago no rosto. Voltou correndo, pelas escadarias e não percebeu quando passou por ella, na curva dos degraus. Não percebeu, mas notou que tinha alguém ali.Ella! Foi quando tentou, de soslaio, perceber a presença da figura das escadas, nas escadas. Olhou, quase que despretensiosamente e identificou: era Arabella.

Ela o fitou, com mágoa, tristeza e mais do que tudo: desesperança. Ele tentou uma palavra para explicar. Ela abaixou os olhos. Não queria saber... Encolhera-se, embrulhara-se, apagara-se e... Acordara. Em seu quarto. Triste e sozinha... Com o sono desfeito e sonhos idem.

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Escrito por Arabella às 15h11
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