BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, Mulher, de 36 a 45 anos
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Arabella Bella



A graça de ser o que é...



O passado foi tomando conta da vida de Arabella aos poucos. Ela que sempre buscara o passado em vão, agora, vivia a experiência de ter o passado de novo batendo á sua porta e por força das circunstâncias. Arabella sempre fora dada a guardar seu passado em local bem seguro. Gostava de revisitar suas histórias e buscar seus momentos em momentos passados. Sofria com isso, alegrava-se com isso. Era meio uma ralação de amor e ódio que tinha com seu passado. Sofria quando revisitava e alegrava-se quando reencontrava. Sonhava com o dia em que pessoas chave em sua vida bateriam à porta de sua casa e, num passe mágico, num momento iluminado, a surpreenderiam com o seu passado em suas mãos. Pessoa queridas que ficaram ao longo da longa estrada da vida. Mas... Dessa vez estava mesmo acontecendo. O passado chegara até sua porta e era real.

Pessoas de seus vinte anos, buscavam-na no momento presente. Aos poucos, a bella Arabella começou a se envolver com a história de duas décadas atrás. Logo ela que, em vários momentos de sua vida, jurara a si mesma que havia perdido uma parcela de seu passado, agora, via, naquele bilhete, a oportunidade de reencontrá-lo. Justamente os anos esquecidos de sua escola.

No segundo grau, nunca fora uma menina marcante – pelo menos assim pensava ela -. Nunca se destacara por ser atuante. Gostava de falar e conversar, mas, não fizera muitas amizades, era mesmo meio ‘nerd’ e esquisita. Fazia questão de usar roupas estranhas e se na época existisse o Punk, punk seria. Fazia, então, questão de ficar no seu canto. Soturna para os estranhos, falante para os mais chegados, mas, sempre na sua, mostrando que guardava em si a revolta natural da adolescência e os amores contidos da idade.

Arabella começou, então, agora no presente, a remexer no seu passado e a relembrar fatos, pessoas e sentimentos. Recordava-se de muitos, tinha certeza que não era lembrada por muitos. Os amigos da época foram reaparecendo por meio digital. Estava planejando uma grande festa, um reencontro para comemorar os 20 anos de conclusão do ensino médio – na época, segundo grau.

Arabella entrou de cabeça na história. Começou a sonhar com o dia do dia que seria o dia do encontro. Divertia-se com as histórias relembradas de seus amigos. Emocionava-se com os fatos do passado e curtia os preparativos do presente. Participava, mas tinha certeza que era uma intrusa. Mais uma vez, Arabella se recriminava por ter sido alguém esquisito, uma menina cheia de planos e sonhos, mas, todos guardados para si. Nos seus cadernos de escritos, nos seus momentos sozinha, ouvindo músicas na vitrola e sofrendo por amores que nem ela sabia que existiam. Sofria... Sofria... Sofria – no passado e agora – Tinha medo de, mais uma vez, comportar-se como a menina sem graça que fora...

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Escrito por Arabella às 09h06
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