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Arabella Bella O passado bate à sua porta... Arabella voltou para casa exausta. Estava mesmo cansada. Desejava ardentemente por um banho quente, uma ducha gelada para contrabalançar e uma massagem. Bom, essa última, ela já tinha cortado de seus planos. Quis, então, apenas o seu canto. ‘Engraçado o que acontece com as pessoas quando o tempo passa’, pensou ella. ‘Havia um tempo que, o que eu mais desejava, era ficar na rua, encontrar amigos, rodar por aí. Agora, me pego sonhando com minha cama. O aconchego de meu quarto o calor dos meus cobertores’. Correu para casa. Procurou não pensar na conversa que teve com sua irmã. Não queria alongar mais seus pensamentos com aquela história que já esperava ter sido resolvida em sua vida. Abriu a porta de casa, estava na penumbra (a casa). Caminhou a passos lentos e esbarrou em um bilhete deixado por baixo de sua porta, dizendo: - Bella, o tempo passa, mas não se esqueça: 20 anos não são vinte dias. Não perca a oportunidade de rever seu passado. O bilhete intrigou a bella. Ella, que sempre vivera para reconhecer, reencontrar, reviver os bons momentos do passado, agora, tinha em suas mãos um passaporte para tais planos. ‘O que seria aquilo? O que fazer? Brincadeira de mau gosto?’, pensou. Mas, estava tão cansada que preferiu não conjecturar sobre aquilo naquele momento. A bella de hoje, com 36 anos, já não esperava muita coisa do passado, queria mesmo era viver o presente e o futuro. Desejou, portanto, que aquele bilhete tivesse chegado há alguns anos. Tivesse atravessado sua porta momentos antes de sua existência. Amassou o papel e jogou num canto, dentro de uma cesta de lixo. Aquela que, no dia seguinte teria que limpar. Iria, sim, fazer a limpeza de sua vida para poder zerar seuas pensamentos. Não queria ficar se envenenando de passado. Por isso, seguiu para o banho como quem se entrega a tal redenção. Abriu o chuveiro. Procurou zerar o passado. O mais recente, principalmente. Naquela noite, na conversa com sua irmã, bella percebera que as coisas são como têm que ser e as pessoas idem. Se ela quisesse continuar a viver e conviver numa boa com sua família, tinha mesmo que aprender a aceitar a maneira de cada um de ser e, mais, não sofrer com isso. ‘Nos momentos felizes, seja feliz. Nos momentos críticos, ajude no que for possível, mas não beije na boa. Sem envolvimento total. Seja apenas uma ouvinte, na melhor das hipóteses. O que não pode ser mudado, não será. Aceite e sai sua vida de bem com o mundo’. Arabella tinha acabado de sedimentar mais uma verdade para sua vida. Porém, como todas as verdades della e do mundo, nada é para sempre e ninguém tem mesmo a pretensão de ser o dono da própria – a verdade. Arabella deitou-se na cama, esticou o corpo, alongou seus músculos, sentiu o frescor da noite e sentiu-se feliz por estar em sua cama... ///~..~\\\Escrito por Arabella às 19h28 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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