BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, Mulher, de 36 a 45 anos
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Arabella Bella



As tias... as irmãs... Os parentes e seus relacionamentos...



À medida em que as duas iam conversando, Arabella ia tentando identificar os pontos de identificação com a irmã. Estava mesmo querendo ajudar e a enxergava tão confusa. Ela, aliás, buscava explicação para tudo o que acontecera às duas até chegar àquele momento das suas histórias.

Arabella recordara-se nesse momento de uma peça teatral que um dia assistira. Um texto de Mauro Rasi que reunia três momentos na vida de uma mulher e que se entrelaçavam durante a peça. Algo como a mesma pessoa interagindo consigo mesma em momentos distintos de sua vida. Na peça, a personagem ainda jovem (seus vinte e poucos anos) se encoura com ela mesma aos quarenta e alguma coisa. Naquele momento, pergunta como estava a vida dela aos 40 e percebe que a outra (ela mesma) já não falava mais com o próprio filho. Estavam brigados, rompidos. É nesse momento que a jovem pega a outra de assalto e começa a inquirir:

- Como aconteceu isso? O que você fez para o meu filho para não nos falarmos mais? Como você deixou que nossa relação chegasse a esse ponto?

Ela, mais jovem, achava inconcebível que mãe e filho viessem um dia a perder contato. Na verdade, isso era mais comum do que se podia imaginar e algo aconteceu no decorrer dos dias que os dois passaram a se odiar, embora fossem mãe e filha. Coisas do relacionamento que, quando se é jovem, considera-se impossível de acontecer.

Nesse surto de passado, Arabella se perguntava o que teria acontecido para as duas irmãs se tornarem tão estranhas uma a outra e, mais, o que aconteceu para uma errar o caminho e se perder da outra.

- Isabella, o que aconteceu? Por que chegamos a esse ponto? Somos irmãs, um anos apenas de diferença, o eu houve?

Inútil. Estava consolidado. Agora, as duas tinham que trabalhar em cima de bases atualizadas, com fatos novos e personagens idem.

- Não sei... não sei mesmo bella. Mas, me sinto tão solta no mundo, perdida. Uma hora quero tudo, outra não quero nem respirar. O que faço? Não sei.

Havia momentos em que Isabella se trancara em seu apartamento e simplesmente não atendera mais ninguém. Um dia, o pai delas foi visitar Isabella. Tocou o interfone, pediu para subir e ela, em casa, mandou o porteiro informar: não ia receber o próprio pai!

E assim o fez.

Agora, restava saber o que acontece entre irmãos, pais, mães e parentes que, com o passar dos anos, se vêem tão antagônicos e distantes. Moraram na mesma casa, eram amigas, irmãs, parentes, e, o tempo, implacável, não soube trabalhar as relações afastando todos uns dos outros e destruindo, ou, (pelo menos) esfriando e fragilizando o contato entre os seres que um dia se amaram.

///~..~\\\

Escrito por Arabella às 15h31
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