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Arabella Bella Vidas difusas... Conversaram longamente durante a noite. Fazia tempo que não se davam aquele tempo, aquela oportunidade para se (re)conhecerem. Era mesmo isso que acontecia. Arabella olhava para sua irmã com uma ternura quase maternal. Apesar de ser mais nova, ella sentia Isabella frágil, perdida, uma criança quase que pede a ajuda sem saber bem ao certo por que nem para quem. O olhar... Ah, o olhar dizia muita coisa para a bella. Ela na iris que ela identificava as pessoas, suas angústias, seus momentos. O olhar, para a bella, era quase como um revelador da foto da alma. Não tinha muito essas coisas de ser sensitiva ou mesmo capacidade mediúnica (não declaradamente). Mas, gostava de olhar nos olhos. Algumas vezes, admitia, incomodava o olhar das pessoas adentrando ao seu diretamente. Era cortante e com algumas pessoas sentia uma sensação de invasão. Ficava desnorteada. Mas, o olhar era simplesmente tudo. Ela que vivia na eterna busca por tudo não conseguia furtar-se a olhar as pessoas nos olhos Naquele dia, quando encarou sua irmã, entristeceu. Não viu vida em seus olhos. Viu o cinza, o nublado, viu o fog. O olhar era quase distante, solto, tremido, infantil. ‘Aonde estaria sua irmã naquele momento em que conversavam? Por onde sua vida ‘errou’ e se perdeu? Ou, será que se encontrara em outras esferas?’, perguntas que martelavam a mente da bella enquanto conversava com Isabella. Sentiu uma vontade forte de abraça-la e dizer: - venha, fique aqui, quietinha, lhe protejo, tudo vai dar certo. Era nessas horas que ella tinha vontade de refazer as vidas, histórias, momentos. Tinha vontade de, pelo menos, ajeitar a vida dos que amam. Sua irmã estava enfrentando momentos difíceis. Se refugiara em fugas, escapes que a faziam acreditar em realidades diversas, difusas... - Eu admiro você, bella. Sempre tão forte e decidida. Quando se separou do seu marido, decidiu, fez e foi em frente, disse Isabella. Era a primeira vez que Arabella ouvia aquelas palavras. Tomou até um susto. Sempre se sentira meio boba perto de sua irmã. Achava que ela a considerava uma metida e que por isso afastara-se dela. Não sabia, naquele momento, na verdade, o que era verdade ou imaginação de sua cabeça. Decidiu, que iria ajudar sua irmã. Tinha que ajudar. Mas, como? Ela parecia tão confusa, tão afundada em si mesmo. Precisava achar uma brecha que a fizesse chegar perto da essência de Isabella. Não sabia se conseguiria.... Escrito por Arabella às 18h27 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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