BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, Mulher, de 36 a 45 anos
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Arabella Bella



Desmonta o Drama!



A luz das ruas entrava pelas janelas da casa de Arabella. Ela gostava exatamente disso, deixava as cortinas abertas para experimentar as luzes da noite nas paredes de sua casa. Adorava a noite, diga-se de passagem. Aquela, então, estava particularmente bonita. A lua invadindo os espaços da casa derramava sorrateira a sua luz que se esparramava pelo assoalho. Uma enxerida mesmo essa lua. Não pede licença para entrar e se instala nos poros do lugar...

Não acenderam as luzes. Não cabiam luzes do teto naquele momento. Bastava a penumbra de uma noite quente de agosto na capital do país. O apartamento de Arabella tinha uma particularidade. Não ficava entre prédios, permitia, portanto, que o vento circulasse de uma ponta a outra livremente. Uma brisa suave entrava, refrescando o ambiente.

Olharam-se nos olhos e sorriram uma para a outra.

- Vamos tomar um vinho? Perguntou Arabella.

- Mais? Interpelou Gabriella.

- Ah... deixa! Tenho um vinho tinto aqui que eu adoro. Vamos experimentar... Uma bebericada apenas. Que mal há nisso?

Escorregou sua mão pelo braço da amiga e gentilmente pegou em sua mão.

- Vem... Disse suavemente.

Pegaram o vinho na adega, duas taças e muita vontade de aproveitar o restinho de noite que lhes sobrava. Brindaram:

- À felicidade, disse Gabriella

- À NOSSA felicidade, repetiu bella gravando bem a sonoridade da palavra nossa.

Ao primeiro gole, o sabor do vinho invadiu o imaginário das duas. Deliciaram-se. O sabor do tinto seco foi mágico e se sentiram confortavelmente bem.

A noite evoluiu dentro do esperado. As duas estavam à vontade uma com a outra e com vontade uma da outra. No quarto da bella, ella – a bella – deitou-se na cama, no colo de gabi que já estava aninhada nos lençóis.

- Ô minha bella, você é tão doce...

- Eu? Como assim? Você bem sabe que sou uma força bruta, nada tenho de doce ou lapidada.

- Bella, bella... Menos... Menos...

- Mas, é sério. Já lhe falei, sou mesmo uma tosca. Sabe disso. Sou gente que rala...

- shshshshhhhhhhhhhhh... Disse Gabi interrompendo a bella... E continuou: blá, blá,blá... Bella, desmonta o drama!!!!

Disse isso passando a mão suavemente nos cabelos da amiga deitada em seus dramas...

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Escrito por Arabella às 16h08
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Amavam o amor proibido...



Rodopiavam, riam e se divertiam muito uma com a outra. O mundo podia parar naquele instante que elas não perceberiam. Foi quando Gabriella falou para a bella:

- Bella você não tem noção de como é bom quando a gente fica junto. São raros os momentos, mas inesquecíveis...

A bella riu um sorriso maroto e sem compromisso. Estava feliz, leve e, de leve, de pilequinho.

- Vamos lá para casa. Já está ficando tarde e eu estou ficando meio alta. Tenho medo de não conseguir chegar em casa em condições favoráveis de clima e temperatura. Disse Arabella num rompante de racionalidade...

- Vamos, claro, mas, olha...  Você está ótima!

Pagaram a conta e saíram abraçadas.

O relacionamento e a amizade entre duas mulheres têm isso de bom. Pensava Arabella. As mulheres são naturalmente carinhosas. Tocam-se e se apóiam com ternura e carinho que lhes é peculiar. O mundo aceita isso... aceita desde que não haja nada. Essa é a ironia de se viver e conviver com as regras e os paradigmas da sociedade. É um pouco aaquilo que sempre ovimos de nossos pais: o “tudo pode desde que não se faça”. Pensou a Bella.

Arabella apoiou-se na amiga. Gabriella lhe dava segurança Precisava daquilo naquele momento. Adorava estar perto dela. Era, acima de tudo, uma amiga.

-Deixa que eu dirija. Afinal, já sei mesmo aonde você mora e, de mais a mais, já estou me familiarizando com essa sua cidade maluca onde tudo é igual... Riu.

Chegaram à casa da Bella, já passava da uma e meia da manhã. Gabriella estacionou o carro na garagem e, sem fazer alarde, subiram pelo elevador. Agora, o prédio invadido por câmeras de segurança fez com que as duas, mesmo um pouco altas, se controlassem. Olhavam para as minicams dentro do elevador e riam animadamente como duas crianças que se divertiam.

- Podemos sair abraçadas, mas não podemos nos beijar... Disse Arabella rindo. É esse tipo de coisa que não entendo no mundo. Se há carinho e amor, o que pode ser ruim nisso?

- Calma Bella, calma. Não precisamos provar nada para ninguém. O que fazemos diz respeito única e exclusivamente a nós duas. Disse Gabi e completou: não precisamos provar nada para ninguém...

Arabella abriu a porta de casa. As duas entraram impulsivamente. Foi quando a bella se encostou numa das paredes e Gabi veio em sua direção, lhe dando um beijo com gosto de saudade...

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Escrito por Arabella às 17h16
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