BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, Mulher, de 36 a 45 anos
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Arabella Bella



Remediado está...



E deu vontade de parar o mundo. Arabella sentiu como se lhe tivessem tirado o chão. Não podia agir. Paralisia completa. Vontade de cristalizar o tempo até que conseguisse resolver as coisas. Não conseguiu – nem cristalizar o tempo nem resolver as coisas como lhe fosse mais adequado-.

A cabeça logo começou a doer-lhe profundamente. Tinha chorado muito e seus olhos estavam secos e ardidos da falta do que mais derramar. Derramara seus sentimentos, como lhe era de praxe. Sofrera a decepção de ver-se sozinha, longe dos que ama e perto dos que deveriam lhe amar, mas não o fazem. Sentira a dor da impotência e resignara-se. Mais uma vez.

Buscou forças para continuar andando, não conseguiu, não naquele dia. Naquele exato dia continuava desejando que as coisas, os fatos, os acontecimentos tivessem sido diferentes.

Chorava a cada momento em que se lembrava do resultado de todas as negociações. De todas as suas tentativas em fazer valer o que achava mais adequado, de toda a sua disposição em negociar, ceder, ajeitar. Nada fora suficiente para que ela conseguisse atingir o seu objetivo.

Deixara passar, não porque quisera, mas porque não pudera mais avançar. Esgotara todas as suas armas de persuasão, todos os seus argumentos – por ela considerados lícitos.

Ok, seja feita a vossa vontade, gritou, enquanto dirigia o carro.

Seus sentimentos eram de raiva misturada com indignação.Mais uma vez, chorara.

Cancelou trabalho, cancelou conversas, cancelou encontros. Queria ficar só. Permitiu apenas, claro, seus filhos em sua vida. Eles, sim, valem à pena em qualquer momento de sua vida. Eles são a sua razão de viver. Eles!

Arabella chegou em casa, pediu a compreensão dos seus queridos filhos, tomou duas pílulas de um analgésico forte e foi deitar-se, curar-se da enxaqueca que inchava sua mente. Queria não pensar mais. Queria pular esse episódio de sua vida e, com ele, apenas aprender a estruturar seus passos para ser mais autônoma e fazer valer mais suas convicções...

Fechou os olhos, procurou dormir um pouco e se embalou nas conversas de seus dois queridos e amados filhos que, no quarto ao lado, discutiam um desenho animado que passava no Cartoon Network...

///~..~\\\

Escrito por Arabella às 10h29
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Lei de Newton e a dificuldade do ‘não’



Difícil mesmo era dizer não. Aquela mulher chegava aos 36 anos e não conseguia dizer não. Eu explico...

Arabella tinha sempre a sensação de que daria conta de tudo, que o mundo era do tamanho de um abraço seu. Achava que podia envolve-lo com seus braços e sofria quando isso não era possível. Adorava, simplesmente amava fazer as coisas por ela, pelos outros, pela vida, pelo mundo, pelo planeta, pelo universo... Esquecia-se apenas de que eram grandes demais para seus passos percorrerem e amplos demais para seus braços abraçarem. Mesmo assim, tentava, queria e sofria com o fracasso diante de tanta imensidão.

Tinha mesmo era que aprender coisas simples e básicas. Perceber que o tempo é o tempo e que ele não pára, é uno e é simplesmente impossível contrariar a lei de Isaac Newton, segundo a qual dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço. Por mais que evoluamos, somos um ser que precisa ser e estar no momento exato a quem se cabe a tarefa de fazer, interagir e reagir.

Caramba, por que não consigo fazer mais? Martirizava-se.

Não conseguia porque era absolutamente impossível. Tentava, claro que tentava. Não dava, fisicamente impossível.

‘No way’. Tinha que aprender a conviver com as regras básicas. Essa era uma delas.

Foi pensando e pesando essas regras básicas que Arabella disse não. Adorava a frase:

“Assustada, disse não”. Essa frase já a norteara em vários momentos da vida e, algumas vezes, viera acompanhada de outra: “na dúvida não ultrapasse”, ou, mais elaborada: “na dúvida ultrapasse e depois desvie se for preciso”. Essa era Arabella em relação às questões da vida. Sempre queria fazer tudo, dar conta de tudo.

Só lamento, minha cara Arabella, respondia-lhe sempre a consciência. Você tem que dar conta, mas dentro das regras estabelecidas para qualquer mortal vivente nesse planeta.

Era obrigada a aceitar, pesar, pensar e, de novo, repensar.

Não, não vou! Não posso ir. Dessa vez não dá. Tenho que pesar outras prioridades. Não posso simplesmente sumir da vida de meus filhos por dois meses. Dessa vez não dá. Fico por aqui e trabalho outros aspectos da minha vida. I am so sorry. Sabe do tesão que tenho em fazer campanha. Mas, dessa vez não posso!

Recusou a proposta para lá de vantajosa, financeiramente falando. Fora chamada para trabalhar numa campanha política, ganhando quatro vezes mais do que ganha. Dissera que precisava de mais para abandonar sua vida, seus filhos, por dois meses. Colocou 50% a mais. A oferta evoluiu...

Ela interrompeu.

Não, por favor, não aceite, nem tente aceitar o que estou pedindo. Não poderia ir mesmo. Tem muito mais envolvido. Fico por aqui, por favor, não me tente. Preciso ter um motivo para dizer não e o financeiro é o que vai me consolar. É o que vai me fazer me conformar com a minha decisão.

Desligou o telefone, respirou aliviada, voltou para sua mesa de trabalho e retomou o seu dia...

///~..~\\\



Escrito por Arabella às 19h19
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Realidade e imaginação...



Aonde começa a realidade e termina a nossa imaginação? O dia de Arabella terminara entre cansaço e correria numa hora mais para decente do que para a rotina que lhe era pertinente. Enfrentara um dia iluminado pelo sol, mas totalmente rodeado de muito frio e sombra. Arabella correra de um lado para outro para conseguir cumprir seus compromissos. Sofria mesmo desse mal. Aceitava fazer zilhões de coisas, adorava estar atarefada o bastante ao ponto de não conseguir pensar em sua vida, mas, claro, maldizia sua própria sorte. A sorete de quem sonha com o dia em que poderá gozar de vida normal e enquadrada. O dia em que poderá planejar um cinema no fim do dia saem que esteja com peso na consciência suficiente para não permitir que aproveite o programa.

Arabella era mesmo um caso sério e, muitas vezes ela mesma se convencia, perdido.

Bem, chegara ao fim do dia. O frio naquela época do ano estava cortante. Atravessava seus ossos, impregnava suas células de um gelo áspero que a levava aos arrepios involuntários.

Era mesmo friorenta e sofria com o frio.

Se estou com frio, não consigo pensar, perguntar, responder, interagir...

Repetia continuadamente, enquanto maldizia o momento em que saíra de casa com um casaco apenas. Tinha que aprender a levar consigo luvas, cachecol, casaco sobressalente e meias. Bem, nesse dia, esquecera de tudo aquilo e chegara em casa já com os dentes tilintando um contra o outro por causa da baixa temperatura. Tremia, sentia seu corpo gelado. Correu para o banheiro, ligou a ducha bem quente, esperou que esquentasse o ambiente e quando o vapor já inundava o local, tirou a roupa e se jogou debaixo da ducha fervendo. Sentiu os pingos, aos poucos propagarem o calor por todo o seu corpo. Foi se aquecendo, recuperando a condição natural de seu corpo, se reestruturando...

Meia hora de ducha fervente – dessa vez não teve a coragem de enfrentar a ducha gelada no fim do banho – e saiu direto para um belo pijama de flanela bem quente, meias, touca, luvas e dois edredons. Pronto, entregou-se a um livro no fim do dia e o conseqüente encontro com Morpheu.

Arabella ouviu um barulho dentro de casa. Que horas eram? Olhou o relógio: 3h da madrugada.

Mas, quem estaria em minha casa? Não ouvi barulho... Sentiu medo.

Abriu lentamente a porta do seu quarto – não gostava de dormir com a porta fechada, mas, por causa do frio, assim o fizera para que impedisse a corrente de ar-. Percebeu uma luminosidade no fim do corredor, vinha da cozinha. Sentiu um arrepio pelo corpo. Intrigou-se: como alguém entraria aqui sem que eu ouvisse nada?

Arabella tinha verdadeira paranóia por segurança e sua casa tinha correntes nas portas, além de trancas de várias voltas e, acima de tudo, travava todas as portas que davam acesso á parte íntima da casa. A cozinha fazia parte desse rol mais reservado.

Viu uma luz difusa, luz de televisão ligada. Teve certeza de que ninguém poderia ter entrado ali – ninguém humano. Lembrou-se de suas experiências paranormais. Recuou e fechou a porta devagarzinho, voltou para o quarto, se meteu debaixo das cobertas, tentou dormir novamente. Caiu no sono e acordou em sobressalto. Sonhou? Não sabia...

///~..~\\\  

Escrito por Arabella às 19h47
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