BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, Mulher, de 36 a 45 anos
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Arabella Bella



A idade do sentimento



Existe idade certa para sofrer? Os sentimentos dependem de nosso tempo de vida nessa ou em outra existência. O que realmente define a medida exata de nossa maturidade para os sentimentos, amores (correspondidos ou não). Arabella realmente não tinha resposta. Nessa opção de errante, errara o momento de encontrar-se e (parecia-lhe) perdera-se de vez pelas estradas da vida. Pelos caminhos dos sentimentos. Por isso, vivia solta. Não se ligava a ninguém e se apegava a todos. Tinha um total complexo de rejeição e não acreditava quando os elogios lhe chegavam aos ouvidos.

Aprendera, é certo, a aceitar os elogios, mas, não acreditava neles. Não conseguira, sequer, acreditar que fosse possível alguém gostar dela, se apaixonar, desejar. Era cheia dos seus dramas e na dúvida optou por ser só. Era mais fácil assim. Num precisava justificar nada para ninguém...

Mas, suas amigas tinham toda razão. Num dava para ficar agindo como se fosse adolescente o tempo todo. Embora, na adolescência não tivera muito a chance de viver as experiências que a idade e a fase sempre proporcionam. Era mesmo uma nerd de carteirinha. Revoltadinha, que vivia voltada para o seu mundo. Falante e extrovertida, mas só quando o assunto era o outro. Ela mesma... Não, nada sobre ela. Nenhuma declaração, nenhuma revelação. Só em seus escritos. Hoje, guardados para sempre na sua “caixa do derramamento”.

Arabella ligou o computador e começou a teclar. Escrever era, para ela, uma necessidade. Inúmera vez cogitara comprar um leptop ao invés de uma bicicleta ( bicicleta era a necessidade de sair por aí fisicamente. O leptop a faria andar abstratamente). Sentia falta de carregar consigo, perto de si, o instrumento que mais usava para a escrita. As idéias, os pensamentos, estavam sempre em profusão, em confusão, dentro de sua mente. A necessidade de escrever era tanta, que andava a catar pedaços de papéis pela rua para escrever frases, externar pensamentos. Muitos deles ficaram soltos (ao vento). Em cima de uma mesa de bar, em algum criado mudo de alguma casa, em algum lugar por onde passou em suas andanças sentimentais.

Escrever lhe fazia bem. Era como se pudesse tocar seus sentimentos ou faze-los palpável. Nunca deu muito ouvido para eles, talvez por isso, gostasse mesmo de dar olhos ao que a fazia sofrer ou não. Pode até ser que isso tivesse algo de sadismo - por que querer ver seus sofrimentos escritos era mesmo querer se certificar de que eles existiam realmente. A racionalidade de Arabella tinha começo, meio e fim, quando se tratava de amores, histórias compartilhadas e vidas, a racionalidade se multiplicava quando entravam seus sentimentos de frustração e de amores não correspondidos. Racionalizava e pulava fora. Com a mochila de seus desejos pendurada nas costas e partia para outra. Tudo, com um bloco de rascunhos e uma caneta à mão.

///~..~\\\



Escrito por Arabella às 13h23
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A exata medida dos sentimentos



Um dia inteiro de dúvidas não cabe em uma só cabeça e, no entanto, povoa o universo inteiro de uma existência. Arabella arrastou-se pelo dia inteiro, por suas longas 24 horas. Quando chegou em casa, cedo, estava ainda atordoada exatamente como saiu da casa das amigas. Queria um banho, precisava de um banho urgente! Nada naquele momento seria mais próprio do que se jogar debaixo de uma ducha bem quente e esperar os ânimos aplacarem, a cabeça parar de girar, os pensamentos serenarem. Buscava o que com todas aquelas vivências, experiências, situações em sua vida?

Migrara do clube dos “as”, para o mundo de Gabriella. Estava realmente entrando no mundo della? Queria aquilo? Torturava-se com perguntas, questionamentos.

Queria colo, mas não se permitia tal luxo. Tinha que seguir sozinha, não podia se abater. Era respirar fundo e se entregar ao dia de trabalho, afastando de sua mente todo e qualquer pensamento nellas, nelles...

Deus do céu, não vai parar nunca? Se perguntava e se torturava.

Arabella traçara para si o destino errante, sozinha, sem ninguém por perto que a prendesse, que a freasse. Mas, queria sim, pessoas consigo. Queria e sonhava em encontrar uma pessoa parceira, que a acompanhasse, não que a seguisse. Aonde Gabriella se encaixava naquilo tudo? Não tinha a resposta.

Vivera o que vivera com ela, por aquela noite porque quisera.

Foi minha a opção. Não fui forçada a nada. Agora, tenho que processar tudo na minha cabeça e tirar o resultado dessa equação. Sempre as equações na minha vida. Está cada vez mais difícil dar rumo aos primeiros anos do resto de minha vida. Desde que acreditei ter me encontrado, ter te encontrado... Me perdi de mim mesma.

A procura de Arabella, na verdade, passava por ela conseguir encontrar-se mais do que a qualquer outra pessoa. Era perdida em seus sentimentos e errante em suas histórias. Divagava e viajava nas suas hipóteses de vida. Ela tinha tanta certeza de que a solidão seria sua fiel companheira no fim de tudo, que sofria a medida certa, exata, dos seus relacionamentos. Fora assim com o Antunes. Sofrera com a indiferença dele, mas, o colocara no devido lugar que merecia: de lado, no quartinho da indiferença (também). Tinha essa facilidade para isolar pessoas, personagens. Sofria, mas, conseguia ser fria com o sentimento alheio no exato tamanho do desprezo alheio.

Agora, já não se lembrava dele... Tinha saudade de algo que não deu certo, mas, aplacara os ânimos e aquietara seus desejos de felicidades para os dois... Antunes, agora, era apenas a boa lembrança de uma noite que deu muito certo e de uma história que não teve a chance de acontecer.

Mas, e agora?

///~..~\\\

 



Escrito por Arabella às 18h58
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Assustada... Disse: não!



Dormiram, exaustas. Seus corpos tombaram lado-a-lado, meticulosamente encontrados para que não sentissem uma a falta do toque da outra. As duas amigas/amantes se entregaram finalmente aos braços e caprichos de morpheu e sonharam. Cada uma com seu momento.

Na cabeça de Arabella, em seu subconsciente, as imagens vinham difusamente.  Sonhou com pessoas, gestos, toques, amores. Nos delírios do desconhecido reconheceu pessoas...

Encontrou Alexandre num bar com Antunes. Não entendeu quando os dois, à sua frente, beijaram-se. Assustou-se. Abaixou a vista, no sonho. Sentiu culpa pela cena e sentiu desejo pelo encontro dos dois. Quis participar do momento deles. Foi na direção da mesa onde estavam, sentados, juntos, se acariciando. No meio do caminho entre a porta do bar e a mesa dos dois, encontrou Gabriella. Parou.

Você, aqui?

Sim, meu amor.Eu vim, você não me chamou?

Chamei... Claro... Mas, o que está acontecendo? Por que estão todos aqui?

Arabella olhou em volta e reconheceu Alex – seu primeiro amor – Avelar, o barman, e, mais, Manoel, o amigo que a desprezara quando ela o reencontrou depois de anos de distância e silêncio.

Estou confusa... Não consigo entender... Essa música, alta.

Arabella ouvia, no ambiente uma das músicas que escolhera para o seu Dia dos Namorados sozinha, cortando seus pulsos dos sentimentos:

“I can’t live, if living is without you...”.

O lugar estava na penumbra. Lá no fundo, viu uma tela de computador. Olhou fixamente. Tentava focar sua vista no que estava escrito. Conseguiu ler: “Last menssage sent at...”

Sua cabeça doía, rodava, estava tonta. Ouvia vozes... Difusas, confusas...

Meu amor, o que há com você?

Não sei... Está tudo meio confuso na minha cabeça... O que todas essas pessoas estão fazendo aqui? E essa mensagem nesse computador? Os pixels, as imagens, os arquivos... Alguém pode me explicar?

Sua cabeça doía. Foi quando Arabella não agüentou e se jogou nos braços de Gabriella, chorando, aos prantos...

Arabella acordou. Soluçando. Tinha um aperto no peito. Uma tristeza. Abrira os olhos de súbito, ofegante. Sentou-se na cama em sobressalto. Gabriella acordou com o movimento brusco na cama. Estavam no quarto de hóspedes da casa de Laura e Paula.

O que foi?

Ãh? Nada... Nada... Um sonho... Esquisito. Que horas são?

Sete da manhã.

Tenho que ir...

 

p.s. este episódio continua logo abaixo. É que o blog.uol. não me permitiu publicar tudo num único post...

 

///~..~\\\



Escrito por Arabella às 23h50
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Assustada... disse: Não! - Parte II



Como assim, não vai nem tomar café?

Não... Não... Tenho que ir.

Toma pelo menos um copo de leite...

Arabella voltou-se para Gabriella, olhou-a com carinho, foi até ela e deu-lhe um terno e demorado beijo.

Meu amor, a gente se fala. Disse e saiu apressadamente, olhando para o relógio e já imaginando o dia que teria pela frente. Entrou no carro atrapalhadamente. Virou a chave, deu a partida e seguiu para sua casa. No caminho, ligou o CD player que, coincidentemente tocava o CD dos pulsos cortados.

Mas, essa trilha não sai mais da minha vida!!! Falou alto esbravejando contra si mesma.

Arabella não tinha ainda a noção do que acontecera entre ela e Gabriella. Estava entre assustada e feliz. Curtia uma sensação de carinho de acolhimento. Um bem estar de ter estado com Gabriella aquela noite. De ter podido se aconchegar nos braços de alguém e de ter sentido a segurança de um sentimento diferente de todos os que experimentara até o momento.

 Será que tudo isso é reflexo de nossa condição de iguais? Perguntava-se.

Uma “errante” como eu  tem o direito de encontrar a paz de sentimentos? O que estou realmente procurando. Num dia eu corto os meus pulsos de sentimentos e deixo-me sangrar até secar minhas lágrimas da alma. No outro, encontro uma pessoa maravilhosa e me entrego a noite toda aos braços, carinhos, toques, prazeres dessa pessoa. Amo intensamente e me deixo ser amada e, no final, saio correndo, como uma foragida que não pode deixar rastros? Que espécie de pessoa sou eu?

Arabella sofria com suas divagações mas não se deixava entregar nunca. Vivia fugindo, fechando as portas que deixava entreabertas e, ao mesmo tempo, vivia na busca insana de encontrar alguém disposto a empurrar essas portas, ocupar espaços e não se apossar, se acomodar na vida dela, mas a acompanha-la. Ser parceiro, cúmplice e amante...

///~..~\\\



Escrito por Arabella às 23h46
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