BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, Mulher, de 36 a 45 anos
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Arabella Bella



Maledicência



A vida naturalmente retoma seu curso rotineiro. Arabella foi se acostumando á falta que Antunes lhe fazia. Saíram ainda algumas vezes mais, mas, nada que comprometesse o relacionamento de amizade, ou, que prejudicasse. Ela analisou toda a questão friamente e, racionalmente, como sempre costumara agir, decidira manter a amizade boa e despretensiosa que surgiu entre os dois. Ela só lamentava o distanciamento que ele impôs ás histórias, mas, entendia. Ela, a bella, já fizera isso inúmeras vezes com várias outras pessoas que passaram por sua vida. Era duro admitir, mas, há momentos em que se está do lado de cá e , em outros, dou outro lado da moeda. Dessa vez, ela estava do lado que menos gostava.

De vez em quando, Arabella revisitava a história dos dois. A noite juntos, as palavras, a cumplicidade do primeiro encontro. Não conseguia muito entender o porque da coisa ter tomado o rumo que tomou. enfim, decidira não conjecturar.

A vida tem que ser vivida em momentos. Assim, nos distanciamos dos sofrimentos inócuos e conseguimos, com certa racionalidade, dar a cada história o peso que ela merece. Pensava com seus botões.

Arabella vivia momentos difíceis em sua vida e, nessas horas, o que mais pesava era ser uma pessoa só. Tinha sesu filhos, crianças ainda, não dividia – não podia dividir – com eles problemas de adultos. Sofria sozinha...

Era nesses momentos que sentia falta do parceiro. Estava só... Optara por isso, procurara por isso, era orgulhosa o bastante para continuar e enfrentar as vicissitudes de seu destino. Afinal, uma errante não tem outra escolha a não ser discutir seus problemas consigo mesma e concluir sozinha o rumo que deverá dar a seus pensamentos.

Se afundava em pensamentos. tinha momentos em sua vida que queria simplesmente limpar sua mente de toda e qualquer análise e agir por impulsos e instintos. voltar ao estado mais animal do ser humano e virar apenas um objeto dos desejos da ação e reação. Um joguete nas mãos do que deve ser, como deve ser e para quem, onde ou como deve ser.

A bella, já não se sentia tão dona de si. Ansiava por momentos que ela mesma desconhecia. Detestava estar nessa situação. Mudanças á vista, mas mudanças para as quais ela não trabalhou... Correu para o seu quarto, jogou-se sobre a cama. pegou uma folha de papel e recorreu àquela que sempre foi sua salvação, sua terapia: a escrita!

E escreveu:

De tanto mudar a cena

A cena da minha vida

Conclui entristecida...

Foi nas cenas dos meus dias

Que encontrei e perdi minhas manias

Mania de querer amar

Mania de deixar para lá

Mania de te encontrar

Perdi-me feito uma vadia

Errante pelos meus dias

Desesperada a procurar

Minha vida reencontrar

Fugiu-me a vontade

Parei nessa maldade

Do destino que me ouviu

Quando, com toda inconseqüência

Gritei para os sete ventos

“Quero a maledicência..

de reviver os meus tormentos

Sem ter nunca a paciência

De escutar meus sentimentos...”

 

///~..~\\\



Escrito por Arabella às 16h21
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9....9...7...



Arabella acordou meio atordoada. O despertador tocando e ela sem ter a mínima idéia de onde estava e do que se tratava. Demorou um pouco para ‘cair a ficha’, era o despertador. O sono desta noite fora bem reduzido. Apenas duas horas e algumas doses de whisky fizeram do despertar dela algo desconexo. O áudio não batia com o vídeo e havia uma certo ‘delay’ entre os pensamentos dela e as obrigações do dia-a-dia.
Tinha que se levantar, providenciar a vida. O trabalho não podia esperar. Teria que fazer várias locações e tinha que aproveitar a luz do dia.
O sol bem que podia me esperar um pouco. Dormir apenas duas horas não é justo para ninguém... Não merecemos tão pouco sono nessa vida. Resmungava.
Dizia isso, mas sabia que fora opção dela. Tinha saído por decisão própria, não fora forçada a nada e não adiantaria reclamar. O jeito era assumir o controle do dia e enfrentar a vida. Entrou num banho bem quente – fazia muito frio àquela hora do dia, naquela época do ano.
Em meia hora, estava pronta para sair. Encontraria o cinegrafista e iriam fazer várias locações pela cidade para um vídeo institucional. Estava feliz, apesar do cansaço.
Os dias de frio são sempre mais brilhantes nesses lados do país. A luz estava perfeita e o frio moldava as pessoas em roupas bonitas, compridas, elegantes...
Arabella tinha sempre com ela a determinação de viver o que estava acontecendo e nunca elocubrar ou conjecturar sobre o que foi ou poderá vir a ser. Tinha esse lema, mas, daí a conseguir fazer valer e colocar em prática, ia uma distância bem longa.
Nessa briga entre o racional e o emocional, ela não parava de pensar no seu encontro com Antunes e a declarar baixinho, (para não assustar os passarinhos de seus pensamentos) que tinha definitivamente achado-o ‘uma gracinha’.
Uma gracinha, uma gracinha, uma gracinha, realmente, você é uma gracinha Antunes. Não estava pronta para se apaixonar de novo. Não queria isso. Mas estava encantada. No início, tivera com Antunes apenas um contato visual, um olhar perdido por entre a pessoa que estava ali à sua frente, tocando um violão para um platéia bem pouco interessada. Mas, depois, conforme o tempo ia passando, foi se encantando pelas palavras, gestos, olhares... Não resistiu...
Sabendo que se odiaria depois, sacou o telefone e teclou o número dele...
9...9...
Desligou!
Não podia fazer isso, ia contra todas as suas regras de ‘The day after’.
Parou, pensou um pouco, Respirou fundo. Chamou o cinegrafista, queria conferir a qualidade das imagens que estavam sendo captadas. Orientou, dirigiu algum ou outro movimento e se afastou novamente do cameraman. Olhou de novo para o celular. Sabia que não sossegaria enquanto não ligasse. Entre um movimento e outro para ligar, usava um pouco das suas crenças positivistas e começava a pensar:
Liga para mim, liga para mim. Antunes, me ligue. Por favor, me ligue. Se você está me ouvindo, me liga, me liga, me ligaaaaaaaaaaaa....
O celular não tocava e, se tocava, era do trabalho dela para saber do andamento das filmagens. Arabella entristecia-se com o silêncio. Seu lado pratico dizia a ela que a história tinha acabado no beijo de despedida. Nada mais a declarar. No comments, página virada, só amizade...
Seu lado emocional dizia que nada podia ser tão pouco. Gritava a ela que houvera troca de energia, enantamento mútuo...
As coisas acontecem e a gente tem mais era que deixar acontecer. Resmungava contra ela mesma. Achava que tinha dado vexame, que tinha falado demais, que tinha dado o passo errado. Não tinha nada que ter me mostrado tanto... Reclamava com ela mesma.
Era engraçado, tudo que ela recriminava nos outros, em seus pais era quando lhe aconselhavam jogar o jogo, não abrir as páginas tão escancaradamente, se preservar...
Me preservar? Me preservar de quê, para quê? Já estou crescida, já sei o que quero. Por quer tenho que ficar criando situações e diálogos imaginários quando o que mais prezo é ser autentica e agir da forma como mais se deseja? Fui autentica com os meus desejos, fiz o que queria e pago o preço por isso!
Brigava com ela mesma...
9...9... teclou todo o número...
esperou... chamou... chamou.. Chamou até ficar com dó dela mesma...
Desligou...
Começou novamente a pensar...
Não atendeu porque não quis. Viu o meu número no bina. Desprezou...
Arabella entristeceu-se com seus pensamentos. Agora, tinha a certeza de que não significara nada para ele e que tudo o que pensara tinha sido imaginação, coisas de sua cabeça.
Insistiu...
9...9...
Alô... atendeu do outro lado...
Alô...
É você Arabella?
Sim, sou eu, tudo bem? Perguntou vacilante...
Como você está? Descansou? Dormiu bem?
Claro, claro... Estou agora já na ralação. Muito trabalho, sabe como é...
É.. sei. Já almoçou?
Não – Arabella animou-se, poderia (agora) acontecer o tão esperado convite para reencontrarem-se.
Eu já... estou na rua, resolvendo uns probleminhas...
Ah... sei... claro... Então, tá... a gente se fala...
É, a gente se fala... Beijos
Outros...
Desligou...
Odiou-se por ligar...
///~..~\\\

Escrito por Arabella às 15h04
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O amante fiel



Foi mais um ato de amizade e carinho do que qualquer outra coisa. O adiantado da hora, o teor alcoólico e o dia seguinte impediam que os dois se entregassem ao desejo do momento. Um desejo que nada mais era do que uma conjunção de sensações e fatores que terminava por jogar um nos braços do outro.
Antunes sentiu um carinho profundo por Arabella e ela retribuía. Quando terminaram de se beijar, olharam-se nos olhos. O taxi já estava a caminho e os dois sabiam que a noite não poderia passar daquele beijo e do carinho extremo que surgira naquele ato.
Você é muito gracinha, sabia? Disse ela, abaixando levemente os olhos como alguém que procura esconder os próprios sentimentos expressados em palavras.
Você também, Arabella. Não sei o que pode sair desse nosso encontro. Dessa noite, mas, o carinho, com certeza já existe.
Ela estava triste. Sabia que a história se repetia. Estava cansada de carinhos, carinhos e mais carinhos. Era uma pessoa que despertava carinhos, nada mais. Parece que o mundo a via e pensava que ali estava um espécime do sexo feminino que precisava de carinho e proteção. Não era bem isso que ela queria. Queria isso, sim, mas não apenas! Queria ser amada com todas as letras dessa palavra, com todas as implicações que poderia ter.
Era uma errante, sim, solitária, sim, mas cansada de tanta andança. Já 'errara' por tantos corações, tantos endereços, tantas histórias, que precisava, agora, aquietar a alma.
Ah, Antunes, gostei tanto de você. Mas, por favor, não interprete isso como uma cantada barata de uma mulher sozinha, por aí a querer estar com um homem que acabou de conhecer. Não, não é isso. Seria pouco demais. Não pense que foi isso, que está sendo isso. Gostei, porque gostei mesmo, ponto com, ponto br. Conheço muita gente nesse mundo. Mas, poucas vezes me senti à vontade com alguém ao ponto de trazê-lo - ou ser trazida por ele (riu) - para minha casa e não temer ou ansiar por terminar a noite na cama. Estou absolutamente cansada. Sinto-me, nesse momento com um cansaço físico, mental e sentimental. Gostei de você, porque você se mostrou o que é desde o início e não senti nada mais do que um carinho e empatia entre a gente.
Arabella, você é mesmo bella, com dois 'eles'! Parece lugar comum o que vou dizer, mas, bella por dentro e por fora. Não pense que não fiquei tocado. Fiquei sim, mas, de que adiantaria forçar a porta agora.
Ele riu com o 'agora' da frase. Uma palavra que deixava bem claro que mais poderá vir... Beijaram-se de novo....
Ele partiu.
Arabella correu para o quarto. Entregou-se aos braços de Morpheu como quem dá-se a um amante. Deixou que ele a envolvesse carinhosamente e a fizesse sentir o prazer de estar em sua cama nos braços de quem ama e sentir-se amada.
Arabella tinha uma relação intrigante com Morpheu. Era quase um amante realmente. O que o diferenciava dos outros era a fidelidade com a qual aceitava Arabella.
Por inúmeras noites, ela o deixara esperando, em sua cama. Noites em claro à espera de Arabella, que, em outras partes do planeta, se entregava aos caprichos e delícias de outros. Por várias noites, Morpheu estivera em seu quarto, a esperar Arabella, que na sala, bebia e se divertia com amigas, amigos... se deleitava com um livro, ficava ao computador, com amigos, amantes virtuais ou não, histórias...
Morpheu só perdoava sua ama, senhora e amante quando o desprezo por ele acontecia por motivos familiares. Quando a Bella se dedicava aos filhos, quando varava noites a cuidar e velar a saúde e bem-estar de seus filhotes...
Em todas as situações.... Morpheu sempre ali, passivo, compreensivo. Como um pai (até), à pequena demora dela, ele bem que tentava avisá-la que já estava à espera. À espreita... Ela não dava ouvidos. Os bocejos, de aviso, eram afastados com festas, risadas, água fria no rosto e outros artifícios que a tirassem de perto, da presença de Morpheu, seu amante fiel. O mundo dos sonhos de Morpheu era, para Arabella, perda de tempo. dormir era desperdício e, assim, ele, o amante, sofria, calado, sozinho.. fiel, à espera de sua bella.

///~..~\\\

Escrito por Arabella às 14h33
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