BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, Mulher, de 36 a 45 anos
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Arabella Bella



Condenou-se e absolveu-se



Trocaram telefones... Já passava das três da manhã. Aquela aventura de sair no meio da semana certamente renderia bons bocejos no dia seguinte no trabalho. Por um momento, passou pela cabeça de Arabella os compromissos que teria no dia seguinte...
Dia seguinte, que nada! Hoje, já é o dia! Disse ela em voz alta, revelando os seus pensamentos.
Antunes pensou que ela se referisse a algo importante que tinha acontecido no dia, que estava acontecendo ou aconteceria. Agora, foi pretensão dele. Ela, com o teor alcoólico acima do regulamentar, estava mesmo se referindo às coisas triviais do dia-a-dia. Pensava que o dia já havia começado e que ela tinha que correr para chegar em casa a tempo, ainda, de se jogar debaixo das cobertas e se aninhar nos braços de Morpheu.
Ele (Morpheu), sim, não a abandonava nunca. Fiel, todas as noites estava lá, em seu quarto, aquecendo sua cama fria para que ela pudesse libertar-se das amarras do mundo real e se entregar ao maravilhoso espectro do subconsciente. Muitas vezes era ela que naão voltava ou que o expulsava de seu quarto envolvida nos caprichos de alguma situação. (Mas, Morpheu é assunto para um capítulo inteiro na vida de Arabella).
Então... Vamos, né?
Vamos? para onde?
Para nossas casas ,ora!
Riram... a comunicação estava mesmo prejudicada pelas doses de whisky.
Você mora aonde? Não muito longe. A umas poucas quadras daqui. Você está bem? Consegue dirigir?
Estou, estou sim, estou legal. Disse ela.
Não estava. Estava com muito sono. A bebida fazendo efeito, o desespero de chegar em casa. Tudo contribuía para que o trajeto até em casa fosse um martírio.
E Você, mora aonde? Também não estou longe de casa. Também a algumas quadras. No início da 'Asa' (Asa Norte - bairro do Plano Piloto, em Brasília).
Você está mesmo bem?
Estou. Disse isso já tropeçando num obstáculo no meio do caminho.
Ops! Quase caí... Riu e começou a recitar:
"Havia uma pedra no meio do caminho.
No meio do Caminho havia uma pedra..."
Não tinha jeito. Ele não ficaria tranqüilo se não a levasse para casa.
Vamos, eu te levo.
Estou bem.
Eu sei que está. Eu é que não ficarei bem se não te levar em casa...
Hummmmm.... Tô te entendendo... Falou ironicamente.
Não é nada do que você está pensando. Quero mesmo ajudar. Vamos, me dá aqui a chave do carro.
Te levo lá e depois volto. Pego um taxi e volto para pegar a minha moto.
Você tem moto? Que dez!
Tenho... Riu do espanto dela.
Olha, qual é o seu carro. Me dá a chave.
Nesse momento, Arabella lembrou de todas aquelas campanhas - se beber não dirija; se dirigir, não beba, blá.. blá.. blá... Tinha que ser politicamente correta nesse momento.
Ok. Vamos, me leve...
Entraram no carro, ela deu as coordenadas do endereço e seguiram para lá.
Arabella foi observando Antunes dirigir. Era uma cara bonito. Tinha seu charme. Imaginou como seria se ficassem juntos. Como seria ele de cama? Riu sozinha de seus pensamentos libidinosos. Censurou-se e imediatamente absolveu-se: quem não pensa essas coisas? Aposto que ele também já me analisou de ponta a ponta. Já fez os cálculos e cocluiu se valeria a pena ou não investir. Se seria uma noite apenas ou não, se... se... se...
Pode estacionar na garagem. O controle remoto é esse aí, o laranjinha.
Entraram na garagem, desceram do carro, caminharam até o elevador.
Terceiro andar...
Ele abriu a porta para ela. Fez menção de ir embora...
Pronto, está entregue. Sã e salva!
Já vai?
Como assim? Agora, ele estava pensando que ela ia dar a cartada final.Ele que estava conjecturando sobre a noite... Algo do tipo: entre, tome alguma coisa...
Mas, numa madrugada de quarta-feira? Pensou.
Num vai telefonar para pedir um taxi?
Ele riu dos pensamentos dele.
Na verdade, os dois pensavam, conjecturavam e se esforçavam para não dar bandeira e se esforçavam para dar bandeira. Os dois queriam tudo e nada. queriam preservar o momento legal que tiveram e queria avançar um pouco mais, ao mesmo tempo não queriam. A verdade é que não sabiam o que queriam. Também, às quatro da manhã de uma quarta-feira!
Claro...
Entrou, telefonou, voltou para a porta do apartamento.
Então... A gente se fala...
É a gente se fala...
Beijaram-se...

///~..~\\\

Escrito por Arabella às 13h55
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Coisas de Mulher



Antunes era um cara legal. Aos poucos, Arabella foi desarmando o espírito. Precisava mesmo encontrar alguém com um bom papo naquela noite de lua escondida atrás de nuvens densas. Ele, com seus 38 anos, tinha muito em comum com Arabella. Também ficara casado nove anos, separara-se há quatro e tinha dois filhos. Uma menina, de dez anos e um garoto de oito.
Conversaram sobre suas angústias. Parecia que tinham sido meticulosamente encaminhados para estarem naquele momento, ali, naquele bar, numa terça-feira, no meio a semana. Algo impensado para quem trabalha e cumpre horários todos os dias. Para as pessoas normais, para os mortais, que têm que correr atrás do prejuízo, ou passar na frente deles para ter alguma folga. Antunes era sócio de um escritório de arquitetura. Ele e mais dois amigos, três sócios ao todo. Era designer.
Nunca conheci um designer, Riu.
Não há nada de estranho, eu também nunca tinha conhecido uma jornalista, retrucou.
Bingo!
Bingo!
Média cinco, passamos, estamos empatados... Disse Arabella, como era costume dela falar essas frases.
Olha só... está ficando tarde, não é melhor você ir para casa? Disse ele.
Eu ir para casa, este homem está me mandando para casa? Pensou ela com os seus botões.
Estranhou a atitude dele. Mandá-la para casa? continuava, definitivamente no 'twilight zone'. Jamais conhecera alguém num bar que a encaminhasse para sua casa passivamente sem que houvesse uma tentativa de se dar bem, de rolar algo... sabe como é.. aquela coisa de bar em bar.
Não que ela fosse o "ó' do Bobó". Ela era bem mortal, bem comum, básica, sem essa de mulherão que chama a atenção. Mas, sabe como é homem.... A noite corria a passos largos, os dois ali, bebericando, bom papo, empatia rolando, olhares, afinidades....
Não, aquilo, não era mesmo real. Era mais um episódio do 'Além da imaginação'... Riu
Está rindo do quê? Perguntou ele.
Nada.. nada... respondeu.
Nada, não. Alguma coisa há para você estar rindo.
É que.. Sua frase...
O que tem? Eu disse algo errado?
Não... Claro que não.
Então?
Ah... está bem, vou falar. Já estou de pilequinho mesmo. Mas, olha, aí não vai nenhuma inflexão, nenhum duplo sentido, nenhuma jogada. Vou falar simplesmente porque somos adultos e, além do mais, já estou bem crescidinha para ficar entrando nesses jogos de sedução (ou não), de palavras soltas, de disse me disse, de isso e de aquilo...
Mas, achei engraçado você me mandar para casa....
Por que? Esperava que eu tentasse alguma coisa? Riu...
Não.. Não é isso... Ela tentou organizar as palavras em sua mente. Tinha que ter muito cuidado agora com o que ia falar. Não que estivesse jogando, mas, simplesmente porque não queria perder o ponto central de seu raciocínio e se embaralhar nas palavras. Sempre é bom considerar que já estava sob os efeitos de algumas doses de whisky.
É que... achei legal. E estranho ao mesmo tempo. Sabe quando achamos que tudo o que se quer é apenas conhecer alguém e conversar com esse alguém - do sexo oposto, diga-se de passagem - e, depois, ir embora, incólume, com a sensação de que encontrou um amigo?
Sei, e não é isso que está acontecendo?
É... era isso que eu precisava hoje, mas...
Mas?
Mas, (riu) por outro lado, a gente fica pensando. O que houve? Fiz algo errado, já estou tão derrubada assim que não consigo seduzir nem esse cara que está a tomar umas doses de whisky comigo? Coisas de mulher... vai entender...
É vai entender... Concordou.
///~..~\\\

Escrito por Arabella às 11h13
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Free country



Sorriu para ele... Meio desconfiada. Estava cansada de todo esse processo de conhecer novas pessoas, de querer saber sobre o outro, de se aproximar. Arabella estava mesmo querendo um período de paz na sua vida amorosa. Estava 'fechada para balanço', como gostava de definir seu estado de espírito.
Engraçadinho, pensou para si mesma e falou:
É, estava mesmo à espreita de sua música. ELA me interessou. disse isso, reforçando a pronúncia sobre a palavra 'ela'.
Ele riu do artifício que Arabella usou para deixar bem claro que não estava aberta à novas conquistas ou aproximações com o sexo oposto.
Calma.. calma.. garota. Estamos aqui numa boa. Percebi mesmo que o seu interesse era na música. Está com uma cara muito distante e ausente demais para alguém que pudesse estar flertando. Riu.
Ah... tanto melhor assim, podemos então nos entender melhor. Mas, já adianto, não ando numa fase muito boa para diálogos existencialistas. Quero mesmo é esquecer toda essa onda de existir-se. Afinal, estou bebendo, certo? Talvez, isso tenha a ver com querer esquecer-se de si mesma. Riu de sua redundância.
Posso sentar-me aqui? Fez menção de puxar a cadeia...
Free country. Resmungou Ela.
Você é mesmo engraçada. Fico aqui me perguntando o que alguém como você, interessante como parece ser, está fazendo sozinha, num balcão de bar, numa terça-feira, a uma hora dessas. Ih.... abordagem errada... disse ela rindo.
Como assim?
Não, me poupe! Essa foi a pior das piores.... e repetiu as palavras dele em tom de ironia: Fico aqui me perguntando o que alguém como você, interessante como parece ser, está fazendo sozinha, num balcão de bar, numa terça-feira, a uma hora dessas
Ele riu.
É essa foi péssima mesmo, não?
Péssima? Depois dessa, eu já teria me mandado... Ela riu também...
Bom, já que não me mandei, e já que queimei o meu filme com essa... Mais um drink?
Já estou de pilequinho, não sei se devo... Retrucou.
Deve...deve sim! Insistiu ele.
Amanhã, eu trabalho.
Eu também...
Riram juntos.
Olha, canto nas noites, mas também tenho um trabalho fixo. Ou você acha que a noite é sustento para alguém? Isso aqui é minha terapia. Sou, na verdade, Arquiteto.
Arquiteto! repetiu ela em voz alta.
O que, o que foi? algo errado?
Não... O que um arquiteto estaria fazendo, tocando, num bar?
Não pode? Seria de se estranhar se eu estivesse tocando dentro de um dos banheiros que eu projeto... riu.
Você é divertido... Arabella... Meu nome.
Arabella? Agora, foi ele quem repetiu em voz alta...
O que há? Algum problema com meu nome?
Não, claro que não. Só é diferente.
E o seu?
Antunes...
Ah, e por um acaso, Antunes é comum? Revidou...
Ele riu da criancice dela...
Abel, traz mais um whisky para Arabella, ah, e uma cerveja para mim...Pediu ele ao garçom. Abel? O garçom se chama Abel, o amigo dela (o barman que estava de folga naquele dia) se chama Avelar. O músico tem o nome de Antunes e ela é Arabella....
Tudo começa com a letra 'A'? Perguntou-se.
Mais uma vez, Arabella se sentia em uma daqueles episódios do 'Twilight Zone', aqui no Brasil conhecido com 'Além da Imginação'...

///~..~\\\

Escrito por Arabella às 12h56
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