BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, Mulher, de 36 a 45 anos
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Arabella Bella



- Oi meu amor, sou eu...


A partir daquele momento, Alex passou a fazer parte da vida de Arabella. Em casa, os pais, a irmã, os irmãos já se acostumaram a ouvir Arabella pronunciando o nome dele aos quatro ventos. Falando de situações, diálogos, planos, sonhos. Eles só se viram uma vez na vida e ele já era o grande amor de sua vida, convivendo no dia-a-dia de sua família.
Arabella, antes de dormir, pensava. Hoje, completei 24 horas a menos na minha caminhada ao encontro do meu grande amor. Adormecia repassando insistentemente a cena que viveram juntos no saguão do Hotel. Embalava-se em sonhos, suspirava, vivia um sonho, sonhava com sua vida ao lado de Alex.
Se falaram ao telefone algumas vezes mais até que se reencontrassem . Era sempre um momento de magia quando o telefone toava, Arabella atendia e, do outro lado da linha ela ouvia:
- Oi, meu amor. Sou eu: Alex...
Era a senha para que ela ultrapassasse o portal do mundo real e, num tempo em que a internet era apenas roteiro de ficção, ela vivia sua história quase que virtual. Começaram a namorar pelo telefone. Se devoravam com palavras pronunciadas por meio do experimento tecnológico. E, quando falo em 'se devorar', falo em se desejar ardentemente, mas, sempre num plano de uma certa ingenuidade. Afinal, ela ainda era virgem e mal vivera as sensações do amor. Arabella não tinha tido mais do que um namoradinho até aquele momento. Sempre fora avessa e cética quanto aos sentimentos dos outros em relação à ela e nunca se aventurara nas sensações de Afrodite. Nada que tivesse ido além do beijo na boca... sem língua! Ou, pelo menos, com pouca língua. Ria de sua inexperiência. Definitivamente, não tinha, ainda, descoberto os prazeres de Afrodite e Eros.

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Escrito por Arabella às 07h43
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E Viva Graham BEll !!!


Arabella não sabia ainda, mas, no futuro, não ouviria mais falar de Alex. Em algum momento de suas vidas, eles se perderiam um do outro. Arabella, hoje, vivia a eterna lembrança e a incansável esperança de reencontrar Alex. Sempre que embarca em um avião, tem a esperança de ser servida por ele. Sempre que viaja de Varig, pensa em conversar com os comissários e perguntar se algum deles conhece um comissário chamado Alex etc etc etc.
Nunca chegara a fazer tal interrogatório. Já pensara, até, em colocar um bilhete no toalete do avião; em ligar para a assessoria de imprensa da empresa e pedir que o localizem; em colocar outdoors em Niterói, na cidade do Rio de Janeiro etc etc etc. A vida dela com Alex, a história dos dois tinha muitos etceteras mas, nenhum finalmente.
Dois dias depois que partiu de volta para o Rio de Janeiro, em 1987, Alex ligou para Arabella. Não a encontrou, deixou uma mensagem na secretária eletrônica.
- Oi, Arabella. Aqui é o Alex. Lembra-se de mim? Bem, nos conhecemos em Recife. Lembra? Naquele Hotel? Pois é... estou ligando. Não esqueci você. Me ligue se puder. Um grande beijo.
Arabella ficou eufórica ao ouvir a mensagem. Não cabia em si. Saiu gritando pela casa:
- Ele ligou! Ele ligou! Ele Ligou! abraçou a mãe, a irmã, a empregada...
de noite, depois das oito da noite, Arabella retornou a ligação.
- Oi, sou eu, Arabella....
- Oooooooooi... você ligou? Como é que está essa flor? Liguei para você. Viu o recado? Tive saudade. Tive medo de não ter anotado o número direito. Queria ouvir sua voz de novo.
Ela não estava acreditando no que ouvia. Logo ela, tão sem jeito, tão desconjuntada, "cativara o forasteiro", como na música Geni, de Chico Buarque. Começava ali a sua identificação com a Geni. algo meio longínquo, meio forçando a porta, mas, ainda assim.. uma identificação... (papo para outra história)
- Vi seu recado. Não acreditei. Como você está? Também senti saudades...
- Arabella, você vai pensar que estou de enrolação, mas, você sinceramente me tocou. Você é tão terna, tão linda, tão doce como uma flor maravilhosa. Bela, intocada, pura...
Não, não podia estar falando dela... não ela: Arabella! Aquela moça desconjuntada, sem charme! Não era bonita como sua irmã. Por que ele não olhara para Isabella? por que ela? Não entendia a matemática dos relacionamentos. Estava começando a descobrir.
- Estou com saudades. Não me pergunte por que nem como, mas estou. Olha só, estarei de volta a Recife no mês de março. Daqui a praticamente um mês. No dia 13. Vamos poder nos ver?
- Claro, como não...
Respondeu Arabella, que se despediu dele com um beijo e desligou o telefone calmamente, colocando o fone no gancho. Ficou ainda por algum tempo ali. Parada. A mão sobre o aparelho de Graham Bell, pensando, sonhando... como adolescente que era. Em sua mente, os sonhos que povoam a mente de toda moça que espera o príncipe encantado. Alex era seu príncipe encantado. Tinha certeza disso.
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Escrito por Arabella às 01h18
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