BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, Mulher, de 36 a 45 anos
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Arabella Bella



O Horror...


Já é sexta-feira e Arabella mal tinha dado conta da semana...
Acordou para a data quando viu na TV que já era onze... onze de Masço. Outro dia onze na vida do mundo. Outro dia de mortes por causa de atentados. Não dava para ver todo aquele horror na semana sem se sentir triste, impotente, fraca. Lembrou-se dos amigos que tem naquele país. Chorou porque náo conseguia manter contato com eles. A dúvida sobre como estavam, o que tinha realmente acontecido... invadiram o dia de ARabella que passou o dia angustiada. Nâo adiantou. Não teve notícias. Foi para cama, no fim do dia com o aperto no peito, com a tristeza de quem emudece frente à insanidade, ao terror, à loucura e fanatismo que levam as pessoas a matar pessoas... assim: à toa...
Podem até ter lá suas razões, mas não tëm seus direitos de matar por matar. Arabella dormiu asisstindo às imagens do terror.... fechou os olhos, chorou e se entregou à morfeu num lamento de quem pouco tem a fazer a náo ser assistir da poltrona de sua casa a um espetáculo de horror numa tragédia que , desta vez pode sempre foram terríveis e aboniváveis por ela e 99,9% do mundo, mas, que agora aconteceu de ter batido à porta de amigos seus...

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Escrito por Arabella às 07h51
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O vinho do Calango


Há muito tempo que não fazia aquilo. Virar uma noite conversando com um amigo. Apenas conversando e bebendo vinho. Arabella se permitira fazer isso. No início ficou apreensiva. Pensou que o simples fato de aceitar que André viesse à sua casa seria a deixa para ele pensar que ela estava a fim de ficar com ele. Mas, pagou para ver. Depois de muito relutar e inventar mil e duas desculpas, aceitara o convite que André se fez para ir até a casa dela para degustarem uma garrafa de um bom vinho português. André já vivera em Portugal e se interessava por vinhos. tinha uma reserva pessoal.
André chegou lá pelas onze da noite. Arabella tinha tomado um banho para se refazer do dia de trabalho ¿ era sábado, mas, mesmo assim, ela trabalhara. Teve que fazer umas entrevistas para um vídeo que deveria ficar pronto na semana seguinte. Aliás, Arabella estava de emprego novo e isso a fazia revigorada - e estava absolutamente fresh.
Ela simplesmente adorava esses banhos no fim de um dia corrido. Eram revigorantes. Quando entrou debaixo do chuveiro e sentiu toda aquela água caindo sobre o seu corpo, sentiu uma sensação de bem-estar inigualável. São momentos, pensou ela, como estes que nos fazem agradecer por estar vivos. Arabella adorava água. Beber água... os colegas de trabalho dela sempre tiraram onda com a cara dela porque sempre leva consigo uma garrafinha à tira-colo. Dessas squeezers. Se auto-denomina um 'aquaólatra', se é que existe tal denominação...
Mas, de volta ao encontro... André chegou por volta das onze da noite. Veio com uma garrafa de vinho português, tinto seco. O nome do vinho ela não guardou na memória*. Sabia que era um vinho que tinha, no rótulo, um calango e isso bastara para ela cair de amores pelo tal. Era forte, encorpado e maravilhoso.
O vinho tem uma história na vida de Arabella e André. Na primeira vez que saíram juntos, foram ao cinema. Não se conheciam ainda. Foi uma daquelas loucuras que a pessoa embarca só para ver no que vai dar. Já tinham conversado por telefone. Se conheceram pela internet. Num desses chats, numa dessas noites de tédio que costumamos ficar em casa sem fazer nada, sem ter para quem ligar e sem querer ligar para quem queremos.
André é casado. A mulher tem uma profissão que a obriga a viajar muito. Ele também estava numa dessas noites quando se conheceram pela web. A empatia aconteceu logo de cara. Na mesma noite ela passou o telefone dela para ele e começaram a se falar. Não sentia nele aquele interesse comum de quem se conhece em salas de bate-papo. André queria mesmo era uma boa amizade.
Alguns dias depois, saíram, foram ao cinema, jantaram juntos e, no fim da noite, ele sugeriu o vinho. Ela desconversou. Disse que estava cansada e queria ir para casa. Deixaria o vinho para outro dia. Ele aceitou, mas, mostrou o vinho. Tinha um calango no rótulo. Foi a senha para que agendassem uma próxima noite de bate-papo, regada a 'calango'.
A noite aconteceu e, por mais de quatro horas, ficaram na casa de Arabella conversando... con - ver - san - do!!! Arabella pensou que isso não fosse mais possível na face da terra entre um homem e uma mulher, principalmente se os dois se conheceram na internet. Terminou a noite feliz e se sentindo livre, leve e solta... André era realmente uma gracinha e estava feliz por tê-lo como amigo....

* Passdouro, 1995.

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Escrito por Arabella às 13h11
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